Esta semana decidi escrever um pouco sobre os aquíferos brasileiros, sua importância, localização e principais problemas. Serão cinco postagens sobre os principais aquíferos dando destaque ao Guarani e o Alter do Chão.
O Brasil possui uma grande quantidade de aquíferos que são formações geológicas subterrâneas capazes de armazenar água. As rochas que o formam são porosas e permeáveis, portanto, capazes de reter e ceder água.
Dentre eles destacam-se o Guarani e Alter do Chão (o primeiro é o maior do mundo em extensão e o segundo o maior em volume d`água). Também merecem destaque Cabeças, Urucuia-Areado e Furnas. De acordo com REBOUÇAS et
al., (2002) eles desempenham importantes papeis no meio ambiente cumprindo funções como:
a) função de produção, que corresponde à função tradicional de produção de água
para consumo humano, industrial e/ou irrigação;
b) função de estocagem e regularização: utilização do aquífero para estocar
excedentes de água que ocorrem durante as enchentes dos rios; estocagem de
excedentes da capacidade máxima das estações de tratamento durante os
períodos de demanda baixa ou resultantes do reaproveitamento de efluentes
domésticos e/ou industriais;
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c) função de filtro: corresponde à capacidade filtrante e de depuração
biogeoquímica do maciço natural permeável, razão da implantação dos poços a
distâncias adequadas de rios perenes, de lagoas, lagos ou reservatórios, para
extrair água naturalmente clarificada e purificada, reduzindo substancialmente
os custos dos processos convencionais de tratamento;
d) função ambiental: a hidrogeologia evoluiu de enfoque naturalista tradicional
(década de 40) para hidráulico quantitativo até a década de 60, época a partir
da qual se desenvolveu a hidroquímica em função da intensa utilização de
insumos químicos nas áreas urbanas industriais e nas atividades agrícolas, o
que fez com que, na década de 80, surgisse a necessidade de uma abordagem
multidisciplinar integrada na geohidrologia ambiental;
e) função transporte: é a utilização do aquífero como um sistema de transporte de
água entre zonas de recarga artificial ou natural e áreas de extração excessiva;
f) função energética: utilização da água subterrânea aquecida pelo gradiente
geotermal como fonte de energia elétrica ou termal;
g) função mantenedora: é a que mantém o fluxo de base dos rios;
h) função estratégica: água contida no aquífero por acumulação durante muitos
anos ou séculos, constituindo, portanto, reserva estratégica para épocas de
pouca ou nenhuma chuva.
O mapa abaixo mostra a distribuição geográfica dos principais aquíferos brasileiros.
REBOUÇAS, Aldo da Cunha; BRAGA, Benedito; TUDINISI, José Galizia. Águas doces no
Brasil: Capital ecológico, uso e conservação. 2.ed. rev. e ampl. São Paulo: Escrituras, 2002.
702p.











